Dimensionamento Hidráulico - Dispositivos Lineares


Segundo o manual de drenagem do DNIT (IPR 724), os bueiros podem ser dimensionados como:

A escolha do regime a adotar depende da possibilidade da obra poder ou não trabalhar com carga hidráulica a montante, que poderia proporcionar o transbordamento do curso díágua causando danos aos aterros e pavimentos e inundação a montante do bueiro.

Não sendo possível a carga a montante, o bueiro deve trabalhar livre como canal.

Por outro lado, caso a elevação do nível d'água a montante não traga nenhum risco ao corpo estradal, ou a terceiros, o bueiro pode ser dimensionado como orifício, respeitando-se, evidentemente, a cota do nível d'água máximo a montante.

Para bueiros trabalhando hidraulicamente como canais, a metodologia adotada é a referente ao escoamento em regime crítico, baseada na energia específica mínima igual à altura do bueiro.

Para bueiros com carga a montante o escoamento é considerado como canal em movimento uniforme, à seção plena, sem pressão interna.

Além desses procedimentos recomenda-se, para o dimensionamento, a utilização do método alternativo da "Circular nº 5 do Bureau of Public Roads - USA", baseado em ensaios de laboratório e observações de campo.

Esta metodologia se aplica às duas alternativas, isto é, para bueiros trabalhando com ou sem carga hidráulica, e baseia-se, fundamentalmente, na pesquisa do nível d'água a montante e a jusante da obra.

Segundo a ISF 210 (Instrução de Serviços ferroviários):

  1. não é permitido adotar soluções que acumulem água acima da linha do greide de projeto
  2. Dimensionamento com lâmina livre (canal) com descarga calculada para TR=25 anos
  3. Verificação do escoamento para descarga calculada para TR=50 anos, com sobre-elevação máxima de 1.0 metro
  4. Tubo de concreto: 1.0 m ≤ DN ≤ 1.2 m armado
  5. Tubo de aço corrugado DN ≥ 1.2 m
  6. Galeria Celular, altura ≥ 2.0 m e largura ≥ 1.5 m
  7. Velocidade mínima: 0.75 m/s
  8. Velocidade máxima (Vmax): 4.5 m/s
  9. Recobrimento mínimo: 1.0 m, medido na plataforma de terraplenagem
  10. Dissipador de energia sempre que V > Vmax
  11. Usar os mesmos tipos de bueiros rodoviários, desde que verificadas: resistência, deformação e estabilidade, prevendo carregamento ferroviário do trem tipo TB 360.

Para o Cálculo da Vazão no tubo (Qesc) é adotada a seguinte metodologia:

Para acessar estas propriedades, use a aba Propriedades, selecione o dispositivo linear de gravidade e clique o ícone: